terça-feira, 11 de maio de 2010

A FORCA

Havia um homem muito rico, que possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que ao contrário do pai não gostava de trabalho nem de compromissos.
O que ele mais gostava era fazer festas e estar com seus amigos e de ser bajulado por eles.
Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam. Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos e logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção.
Um dia, o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e dentro dele, ele mesmo fez uma forca, e junto a ela uma placa com os dizeres: "Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai."
Mais tarde chamou o filho e o levou até o celeiro e disse: Meu filho, eu já estou velho e quando eu partir, você tomará conta de
tudo o que é meu, e sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda na mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos, irá vender os animais, e os bens, para se sustentar, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você. E quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos. É por isso que eu construí esta forca, sim, ela é para você, quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.
O jovem riu, achou absurdo mas para não contrariar o pai prometeu,
pensou que jamais isso pudesse ocorrer.
O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens,
perdeu os amigos e a própria dignidade.
Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu
que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:
- Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, mas agora é tarde, e tarde demais! Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa lhe restava. A passos lentos se dirigiu até lá. Entrando, viu a forca e a placa empoeirada e disse: - Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos desta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.
Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, e disse:
- Ah, se eu tivesse uma nova chance - então pulou, sentiu por um
instante a corda apertar sua garganta.
Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente, o rapaz caiu no chão, e sobre ele caíam jóias, esmeraldas, pérolas, diamantes. A forca estava cheia de pedras preciosas, e um bilhete que dizia:
"Essa é a sua nova chance, eu te amo muito. Seu pai"

A CERCA

HAVIA UM MENINO QUE TINHA UM TEMPERAMENTO DIFÍCIL. SEU PAI DEU-LHE UM SACO DE PREGOS E DISSE-LHE QUE, A CADA VEZ QUE PERDESSE A PACIÊNCIA, PREGASSE UM PREGO NA CERCA DOS FUNDOS DE SUA CASA. NO PRIMEIRO DIA O MENINO PREGOU 37 PREGOS NA CERCA. ENTÃO, FOI DIMINUINDO GRADUALMENTE. ELE DESCOBRU QUE ERA MAIS FÁCIL CONTER O SEU TEMPERAMENTO DO QUE BATER PREGOS NA CERCA. FINALMENTE, CHEGOU O DIA EM QUE O MENINO NÃO PERDEU MAIS A PACIÊNCIA. ELE CONTOU ISSO AO SEU PAI, QUE SUGERIU QUE AGORA O MENINO TIRASSE UM PREGO DA CERCA, PARA CADA DIA QUE ELE CONSEGUISSE CONTER O SEU TEMPERAMENTO. OS DIAS FORAM PASSANDO E O MENINO PÔDE, FINALMENTE CONTAR AO SEU PAI QUE NÃO HAVIA MAIS PREGOS NA CERCA. O PAI, PEGOU O FILHO PELA MÃO, LEVOU-O ATÉ A CERCA E DISSE: VOCÊ FEZ BEM, MEU FILHO. MAS, VEJA OS BURACOS NA CERCA. A CERCA NUNCA MAIS SERÁ A MESMA. QUANDO VOCÊ FALA COISAS COM ÓDIO ELAS DEIXAM UMA CICATRIZ COMO ESTAS. VOCÊ PODE ENFIAR UMA FACA EM UM HOMEM E TIRA-LA. NÃO IMPORTA QUANTAS VEZES VOCÊ DIGA QUE SENTE MUITO, A FERIDA CONTINUARÁ LÁ. UMA FERIDA VERBAL É TÃO RUIM QUANTO UMA FÍSICA. AMIGOS, SÃO JÓIAS RARAS, AFINAL. ELES NOS FAZEM SORRIR E NOS ENCORAJAM A SEGUIR EM FRENTE. ELES NOS DÃO OUVIDOS, NOS CONSOLAM E SEMPRE ESTÃO DISPOSTOS A ABRIR O CORAÇÃO PARA NÓS.

MOSTRE AOS SEUS AMIGOS O QUANTO VOCÊ SE IMPORTA.
MANDE ISSO, A TODOS AQUELES QUE VOCÊ CONSIDERE "AMIGO".

A LATINHA DE LEITE


Um fato real:

Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela - um deles de cinco anos e o outro de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro.

Estavam famintos.

"Vai trabalhar e não amole", ouvia-se detrás da porta; "aqui não há nada, moleque...", dizia outro...

As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças...

Por fim, uma senhora muito atenta disse-lhes: "Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!" E voltou com uma latinha de leite.

Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos: "você é mais velho, tome primeiro..." e olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da língua.

Eu, como um tolo, contemplava a cena...

Se vocês vissem o mais velho olhando de lado para o pequenino! Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão: "Agora é sua vez. Só um pouco."

E o irmãozinho, dando um grande gole exclama: "como está gostoso!"

"Agora eu", diz o mais velho. E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada.

"Agora você", "Agora eu", "Agora você", "Agora eu"...

E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado, barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo... ele sozinho.

Esse "agora você", "agora eu" encheram-me os olhos de lágrimas...

E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho
começou a cantar, a sambar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava
radiante, o estômago vazio, mas o coração trasbordante de alegria. Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário, ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem dar-lhes maior importância.

Daquele moleque nós podemos aprender a grande lição, "quem dá é mais feliz do que quem recebe." É assim que nós temos de amar. Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal elegância, com tal discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que nós lhe prestamos."

Você já encontrou meninos como estes acima? Como você reagiu? Na próxima vez que encontrar uma criança carente pergunte-lhe o seu nome e ofereça algo mais do que uma lata de leite - ofereça um pouco da sua atenção!

Como você poderia hoje encontrar um pouco desta "felicidade" fazendo a vida de alguém melhor, mais "gostosa de ser vivida"? Vamos lá, levante-se e faça o que for necessário!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

ARTE

ENGRAÇADO, TENTE VOCE TAMBEM

O ESCORPIÃO

Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam
por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o
bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou
e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi  então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o  salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles
haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho
ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como
ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia
sua compaixão!"
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."
Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor
compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos.
Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos
melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada
um dá o que tem e o que pode. Devemos fazer a nossa parte com
muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua
natureza, e não conforme a do outro.

domingo, 9 de maio de 2010

HOMENAGENS AS MÃES

A Assembleia de Deus na Cidade de São João do Sabugi-RN, realizou neste domingo dia 09 de Maio um abençoado culto e na oportunidade homenagiou as mães Sabugienses, muitos presentes foram distribuídos com as mamães, e no termino do culto o Senhor coroou com 3 vidas salvas para a gloria do nome do Senhor Jesus. veja algumas fotos do culto.
Presentes para serem entregues as mães
Conceição recebendo presente de Smirna Laurie
Igreja cheia de salvos adorando o Senhor Jesus
Momento do convite
Três vidas se entregando a Jesus

sábado, 8 de maio de 2010

DIA DAS MÃES

Parabenizo a todas  as mamães, principalmente a essas três..


                                              Feliz dia das mães!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A origem do Dia das Mães

A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.

"Não criei o dia das mães para ter lucro"
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.

Cravos: símbolo da maternidade
Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.
No Brasil

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica

Culto de Doutrina

Hoje as 19:00 hs, no Templo sede da Igreja Evangelica Assembleia de Deus, na cidade de São João do Sabugi-RN, acontece o culto de doutrina e ensinamento da Santa palavra de Deus.
Como acontece todas as sextas  feira hoje não será diferente, a presença de Senhor será marcante em nosso meio, venha traga toda sua familia, Deus tem uma palavra ao seu coração.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A PONTE


Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
Durante anos percorreram uma estreita, porém comprida estrada que corria ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam-no com prazer, pois se amavam. Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. Ao abri-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro em sua mão. "Estou procurando por trabalho” - disse ele. "Talvez você tenha um pequeno serviço aqui e ali. Posso ajudá-lo?" "Sim!" - disse o fazendeiro - "Claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho, na realidade, meu irmão mais novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não mais precise vê-lo” .Acho que entendo a situação"- disse o carpinteiro - "Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.” Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.
O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra, ao mesmo tempo em que o fazendeiro retornava. Porém, seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. Era realmente um belo trabalho, mas, enfurecido, exclamou: "você é muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei”.
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro, abraçando-se e chorando no meio da ponte.
Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partindo. "Não, espere!” - disse o mais velho - "Fique conosco mais alguns dias. Tenho muitos outros projetos para você". E o carpinteiro respondeu: "Adoraria ficar, mas tenho muitas outras pontes para construir”.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Julgamento


"Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até reis o
invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco...
Reis ofereciam quantias fabulosas pelo; cavalo, mas o homem
dizia: - Este cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa.
E como se pode vender uma pessoa, um amigo ?;
O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo.
Numa manha, descobriu; que o cavalo não estava na cocheira.
A aldeia inteira se reuniu, e disseram: - Seu velho estúpido!
Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor
vende-lo. Que desgraça !
O velho disse:
- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira.
- Este é o fato, o resto é julgamento.
Se se trata de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este é apenas
um julgamento.
Quem pode; saber o que vai se seguir ?
As pessoas riram do velho.
Elas sempre souberam que ele era um pouco louco.
Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta.
E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente, as pessoas se reuniram e disseram: - Velho, você
estava certo. Não se trata de uma desgraça, na verdade; provou ser uma benção.
O velho disse:
- Vocês estão se adiantando mais uma vez.
Apenas digam que o cavalo esta de volta... quem sabe se e uma benção ou não?
Este é apenas um fragmento.
Você lê uma única palavra de uma sentença
- como pode julgar todo o livro?
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam;
que ele estava errado.
Doze lindos cavalos tinham vindo... O velho só tinha um único filho, que
começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e mais uma vez, julgaram. Elas disseram:
- Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas,
e na sua velhice ele era seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca.
O velho disse:
- Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto.
Digam; apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma
desgraça ou uma benção.
A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar.
Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas.
A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida
sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria. Elas vieram até velho e disseram:
- Você tinha razão velho - aquilo se revelou uma bênção.
Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se
para sempre.
O velho disse:
- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe ! Digam apenas que seus filhos foram
forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi.
Mas somente Deus sabe se isso é uma benção ou uma desgraça. Não julgue, porque
dessa maneira jamais se tornará uno com a totalidade. Você ficará obcecado com
fragmentos, pulará para as conclusões a partir de coisas pequenas.
Quando você julga você deixa de crescer. Julgamento significa um estado mental
estagnado. E a mente deseja julgar, porque estar em um processo é sempre
arriscado e desconfortável. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim.
Um caminho termina e outro começa: uma porta se fecha, outra se abre. Você atinge
um pico, sempre existirá um pico mais alto. Aqueles que não julgam, estão satisfeitos
simplesmente, em viver o momento presente e de nele crescer...
Somente eles são capazes de caminhar com Deus.