sexta-feira, 3 de maio de 2013

PASTOR ELINALDO



Elinaldo Renovato de Lima

COMPARTILHO. Resposta a um Manifesto contra a "Homofobia Evangélica".
HOMOFOBIA EVANGÉLICA? SERÁ VERDADE?
Pr. Elinaldo Renovato de Lima *
Um militante gay, que não se identifica, no blog “Missão Pró-LGBT” , diz que existe homofobia evangélica no Brasil. Em seu manifesto, diz que é evangélico, com formação teológica, em Seminário Batista. Como sou um pesquisador, com formação teológica, e também acadêmica universitária, gostaria de fazer algumas observações e indagações com respeito e atenção às ideias do autor do documento.
1. O PAÍS QUE MAIS MATA GAYS. Em sua argumentação, o autor constata que “O Brasil é o País que mais mata gays no mundo”. Uma das razões porque resolveu encabeçar esse manifesto. Com todo o respeito que tenho às ideias alheias, mesmo que delas possa discordar, gostaria de saber quantos homossexuais foram mortos por evangélicos, nos últimos anos. Em 2011, um grupo gay listou cerca de 295 assassinatos de gays, em todo o País. E não houve um só caso, destacado como tendo sido praticado por algum pastor, padre, ou mesmo um membro ativo de uma igreja evangélica. Realmente, gostaria de saber quantos gays foram mortos por evangélicos. Vemos gays sendo mortos, sim, por neonazistas, bandidos, ou por disputas passionais, e por ciúmes, dentro do próprio grupo homossexual. O autor do manifesto sabe disso. Realmente, há muitas agressões a homossexuais no Brasil. Com o que nenhum cristão deve concordar.
2. AMOR COM HIPOCRISIA. O manifestante diz que os evangélicos são hipócritas, porque dizem que amam os homossexuais, ao mesmo tempo que os odeiam. Muito estranha essa afirmação. Jesus disse que devemos amar até a nossos inimigos (Mateus 5.44). Não há uma só razão para um cristão sincero odiar um gay ou uma lésbica. Mas há muitas razões para amá-los, sim. Mas amar não significa concordar com todas as pessoas e com todos os comportamentos. O autor do manifesto cita o exemplo do Bom Samaritano, que socorreu o homem vítima de um atentado, enquanto religiosos passavam de largo. É um texto clássico contra a falsa religiosidade.
Mas lemos, também, que os fariseus levaram uma mulher, apanhada no próprio ato de adultério, diante de Jesus. O Mestre a perdoou, não a condenou, mas não concordou com ela. Diz o texto: “E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais” (João 8.10, 11). Jesus a amou, perdoou-a, mas não concordou com sua prática sexual. Se um cristão concorda com um comportamento, reprovado por Deus, é cúmplice do pecado.
Aqui, existe um grave equívoco. Ativistas homossexuais repetem ao extremo que os evangélicos odeiam os gays. Por que? Simplesmente porque discordam de seu estilo de vida e de sua prática homossexual. Será que toda discordância é discriminação? A opinião contrária é sempre por causa de ódio? Os evangélicos sérios, comprometidos com a palavra de Deus, discordam da homoafetividade por razões doutrinárias. O manifestante conhece os textos bíblicos, no Antigo e no Novo Testamento, que condenam a prática homossexual (Levítico 18.22; 20.13; Romanos 1.24-27; 1 Timóteo 1.10; 1 Coríntios 6.10 e referências). Quem desejar, pode ler os textos em referência, inclusive verificando os termos no original grego.
Lamentavelmente, o segmento LGBT deseja cercear a liberdade de opinião e de crença. Deseja por atrás das grades pastores, padres, e outros líderes religiosos que discordam de seu estilo de vida. Isso é um absurdo total. Se o tal PL 122 ou substituto dele for implantado, prevendo cadeia para quem discorda dos gays “por motivos filosóficos”, veremos implantado, no Brasil, o famigerado “crime de opinião”, que só existe nas mais desumanas ditaduras do mundo!
3. OS EVANGÉLICOS TÊM A BÍBLIA “AO PÉ DA LETRA”. O documento registra isso. Se um cristão tem a Bíblia como a palavra de Deus, não pode em sã consciência e honestidade, pregar um discurso diferente do que consta em suas páginas. A linguagem bíblica, como conhece o autor do manifesto, tem vários aspectos. Há a linguagem simbólica, como figuras do Apocalipse e há a linguagem literal, que traduz ensinos e doutrinas, referentes a fatos, eventos ou prescrições literais, como na maior parte dos livros da Bíblia. Assim, no caso do estilo de vida homoafetivo, a linguagem bíblica é tão clara como a luz de sol, num dia de verão. Não há o que interpretar. Está escrito. É literal, real, objetivo. Se a Bíblia diz que a relação entre “homem com homem” “é abominação ao Senhor”, como interpretar diferente? Se a Bíblia diz que o lesbianismo é prática antinatural, como ensinar ou pregar de modo diferente?
No Novo Testamento (Romanos 1.24-27), a palavra de Deus diz que a união homoafetiva é “paixão infame”, ato “antinatural”, “torpeza”, como dizer de outra forma? O que os evangélicos comprometidos com a palavra de Deus querem é o direito de pregar aquilo em que creem. E terem sua opinião respeitada. Se os gays querem ser respeitados, o que é correto, precisam entender que é um direito pregar uma mensagem que confronte sua prática sexual. E isso não quer dizer “ódio” ao “igual”, ou homofobia. Quem agride gays precisa ir para cadeia, sim. E não quem prega a palavra de Deus.
A Bíblia registra condenação aos que pregam a inversão de valores espirituais. Diz o profeta Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes diante de si mesmos!” (Is 5.20, 21). A expressão “Ai...” denota condenação. Quem é fiel a Deus e à sua palavra não pode admitir tal comportamento.
4. EVANGÉLICOS QUEREM IMPOR SEU ESTILO DE VIDA À POPULAÇÃO. Assim como os homossexuais, os evangélicos são minoria, no País. E não querem “impor” seu estilo de vida à população. Quem deseja impor seu estilo de vida à nação é o segmento LGBT. Haja vista a pressão para que o governo brasileiro implante o programa “Escola Sem Homofobia”, a começar do ensino a crianças. O autor do manifesto sabe bem o que isso significa. Querem ensinar a prática homossexual a crianças de jardim de infância, de pré-escola, de ensino fundamental.
Uma Cartilha sobre sexo ensina a masturbar bebês de quatro meses! Para que eles sejam viris quando ficarem adultos! Esse tipo de (des) educação, dita “avançada”, pretende, sim , impor a homossexualidade como um estilo de vida aceitável para todos. Uma proposta, do maior interesse dos homossexuais, pretende eliminar dos documentos pessoais, os termos “pai” e “mãe”. Termos que são patrimônio linguístico de povos e nações, ao longo de milênios! Querem impedir que se promovam comemorações do dia dos Pais e das Mães, para não constranger “famílias homoafetivas”. A que ponto poderemos chegar, se esse segmento conseguir impor suas pretensões!
5. DE QUE LADO ESTÁ A FOBIA? Do lado homossexual ou dos evangélicos? Com toda a segurança a fobia está do lado LGBT. Não se vê, na mídia, um só caso de evangélico atacando grupos gays, invadindo recintos frequentados por eles, desrespeitando seu ambiente. Mas, só nos últimos dias, vimos, na TV ou na internet, casos absurdos de falta de respeito, intolerância e agressão a evangélicos, motivados pela revolta dos homossexuais pela indicação do Deputado Marco Feliciano à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados.
Em Belém, homossexuais invadiram uma igreja, e protagonizaram total desrespeito ao recinto de culto; duas lésbicas se beijaram e se deixaram fotografar para mostrar seu comportamento em publico; um bispo católico estava dando uma entrevista, e militantes gays invadiram a emissora e jogaram água no religioso, um senhor de idade, além de tirarem parte da roupa em público; a fobia está do lado de quem não tem serenidade; de quem agride, desrespeita e achincalha a quem discorda de suas ideias. Não vejo homofobia, e sim, heterofobia explícita, ou evangélicofobia do lado dos gays.
6. CONCLUINDO. Desejo usar texto do manifesto, em que os evangélicos são exortados pelo autor do documento: “Que esse rebanho de Deus, em algum momento perceba que é necessário, acima de tudo respeitar o próximo – se não conseguem simplesmente amar como Cristo ordenou. E isso implica em cada um cuidar da sua própria salvação e não em obrigar os outros a aceitar as suas opiniões, que muitas vezes caem em agressões verbais e físicas, ao invés de demonstrações de amor e ternura como bem cabe a um cristão”. Concordo, desde que a recíproca seja respeitada. Que os homossexuais não queriam “obrigar os outros a aceitar suas opiniões, que muitas vezes caem em agressões verbais e físicas”.
Como cristão, que entende que a Bíblia é a palavra de Deus, inspirada, revelada, e inerrante, espero ter o direito de pregar seus ensinos, em qualquer lugar e por qualquer meio. Afinal, estamos numa Democracia. Entendo que não deve continuar essa “guerra” entre homossexuais e evangélicos. Que os homossexuais tenham seus direitos assegurados, como cidadãos brasileiros. E que os evangélicos, de igual modo, tenham o sagrado direito de pregar o evangelho, “por todo o mundo” e “a toda a criatura”, como Cristo ordenou. Que se desarmem os espíritos; que o amor, a consideração e o respeito prevaleçam. Que Deus abençoe a todos.
* Pastor da Assembleia de Deus em Parnamirim-RN;

sábado, 13 de abril de 2013

ENTREVISTA DO PR. JOSÉ WELLINGTON PRESIDENTE REELEITO DA CGADB A UOL

Feliciano quer tirar proveito da situação, diz líder de sua igreja

JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA
O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) "está querendo tirar proveito" da onda de protestos para que ele deixe a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
A opinião é de José Wellington Bezerra da Costa, 78, reeleito anteontem presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus, principal entidade da maior denominação evangélica do país, da qual Feliciano faz parte.
Análise: Sistema da Assembleia de Deus ajuda fiéis a lidar com angústias
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"Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. Bobo ele não é", afirma Wellington, lembrando, no entanto, que a entidade dá "respaldo" para o deputado --que antes da polêmica era pouco conhecido fora dos círculos evangélicos.
Wellington é presidente da Convenção há 25 anos. Nesse período, a Assembleia se consolidou como uma potência religiosa (12,3 milhões de fiéis) e política (28 deputados federais).
"Somos muito assediados [por políticos]", diz o pastor, que apoia a reeleição da presidente Dilma Rousseff: "A candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição".

José Wellington

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Andre Borges/Folhapress
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O pastor José Wellington, 78, confirmou o favoritismo e foi reeleito presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, principal entidade da maior denominação evangélica do país
Folha - Há um levante preconceituoso contra o Feliciano?
José Wellington - O Feliciano é novo, jovem, inteligente e eu creio que vocês são inteligentes, vocês estão vendo que ele está querendo tirar proveito. Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. O Marco Feliciano, bobo ele não é.
Agora, eu acredito que há uma exploração, há uma exploração muito grande do pessoal do lado de lá [críticos de Feliciano]. A verdade é essa: nós estamos juntos da Igreja Católica. Porque a Igreja Católica não aceita. O que nós não aceitamos a Igreja Católica não aceita.
Um bispo de São Paulo me telefonou e disse: "Pastor, vamos fazer uma dobradinha, temos de marchar juntos porque não aceitamos". Eles não aceitam aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo. Eu vi ontem na imprensa no Amazonas um juiz deu uma liminar para que o camarada lá casasse com duas mulheres. Negócio de doido, né? Só no Amazonas dá um troço desse.
Nós, da Assembleia de Deus, não participávamos da vida política do país. Só depois, quando eu assumi a presidência... Porque eu em janeiro agora completei 25 anos na presidência da Convenção Geral, fui reeleito nove vezes. Quando eu cheguei, com o crescimento da Assembleia de Deus, eu entendi que precisávamos colocar alguém para nos representar. E isso foi feito. Hoje temos 28 deputados federais 'assembleianos'. No total, são 80 os parlamentares evangélicos em Brasília [de diferentes denominações].
O Marco Feliciano... Ai, não foi porque ele é evangélico, foi um acordo do partido. Destinaram aquilo para o PSC. Coube ao Marco Feliciano e ele abraçou. Como ele antes de ser presidente dessa comissão havia feitos alguns pronunciamentos... Nós não aceitamos o comportamento dessa gente, mas não os perseguimos. Não temos qualquer preconceito com eles. Absolutamente nada. É que o grupo que está apoiando essa gente, balizou, aqui no Congresso, algumas leis que estão dando muito, muita força para essa gente, e dizem que o preconceito é nosso. Pelo contrário, eles é que são os preconceituosos.
Eles quem?
O grupo, o grupo. Porque há um grupo patrocinando isso aí. Você sabe que infelizmente que esse grupo de gays, lésbicas e essa gente cresceu demais nos últimos tempos. Há interesse da parte deles que essas leis sejam aprovadas. Mas acredito que uma sociedade sensata jamais aceitará um comportamento antissocial como esse.
Qual a importância do Feliciano dentro da Assembleia de Deus?
Ele é um pastor tão igual como os demais. Eu tenho um filho deputado federal [Paulo Freire (PR-SP)], estava aí. O meu filho eu vejo melhor [risos]. Mas, como pastor da Igreja, ele não tem qualquer destaque, qualquer direito a mais, nenhuma proteção a mais, ele é um pastor igual aos demais.
Nas sessões da Comissão, parece existir uma unanimidade contra Feliciano. Mas os valores que eles defendem são valores comuns aos 12,3 milhões de fiéis da Assembleia de Deus, certo?
Valores comuns a uma sociedade sensata, uma sociedade sadia. Quando escreveram o PL 122 [que criminaliza a homofobia], nós [evangélicos] reunimos e tomamos algumas posições em relação àquilo ali. Chamamos os deputados federais e pedimos para que eles segurassem a coisa. Eu mesmo fui lá falar com o presidente da Câmara, fui falar com gente do Senado, até o senador José Sarney [PMDB-AP, ex-presidente da Casa] me mandou uma cartinha muito bonita. É uma posição nossa mais bíblica, nada preconceituosa. Por exemplo, se chegam dois cidadãos lá [na igreja que ele comanda, em SP], se dizendo crentes e pedindo que eu faça um casamento deles eu não faço nunca [risos]. Aí a lei [do projeto] vai e me condena, diz que é discriminação, me joga na discriminação, cinco anos de cadeia, sem direito a qualquer recurso, é um absurdo um troço desse.
Qual a posição da Convenção sobre a alegação de Feliciano de que Noé amaldiçoou os africanos?
Essa é uma interpretação teológica. A Bíblia, quando conta a histórica de Cã, a tradução chama de Cão, né?, é que aquele filho de Noé (eram três) quando o pai tomou uns gorós e, bêbado, se despiu, ficou caído bêbado, veio um dos filho, viu os dois, e saiu criticando, né?, outro veio, de costas, e cobriu a nudez do pai, então esse o pai abençoou e outro ele amaldiçoou. Cada um interpreta como queira. Qual foi a mudança que houve, se foi de cor, eu não sei.
Mas eu soube que dentro da igreja a posição não é essa.
Olha, eu não sou paulista, eu sou cearense. A cor da pele não faz muita diferente não, sem dúvida nenhuma. Eu recebo o irmão pretinho, a velhinha pretinha, para mim eu tenho tanto carinho, amor e respeito quanto por qualquer outro. Acredito que essa é a posição da maioria dos pastores. Agora, ele e alguns outros pregam isso, que os negros, os africanos, são descendentes de Cão.
O que o conjunto de valores dos evangélicos pode trazer para a discussão dos direitos humanos?
Em primeiro lugar, eu parto da premissa da própria vida na nossa Constituição. Que todos nós somos iguais perante a lei. Alguém disse que somos quase iguais, mas a letra disse que somos iguais. Acho que todo brasileiro deve ter sua liberdade de culto, de voto, do ir, do vir, os princípios de direitos humanos que a Constituição predispõem, acredito que ali está muito correto para todos nós. E também, em relação ao Estado ser laico, eu entendo perfeitamente o texto da lei. O Estado é laico, mas o povo é cristão, o povo tem religião. De maneira que essa interpretação. Entendo é que na vida administrativa deve ser separado um do outro, são dois ramos equidistantes, porém quando se trata da vida religiosa, todo povo tem a sua religião. E eu respeito perfeitamente. Eu tenho amizade por todos eles [líderes de outras religiões].
Qual deve ser o papel de qualquer igreja num Estado?
Em primeiro lugar, nós trabalhamos para paz social, na recuperação da criatura humana. Eu entendo que o homem, em si, tem condição de se recuperar em qualquer circunstância da vida. O lado social, o benefício à criatura humana em todas as áreas da vida, desde a educacional, da alimentação, da parte familiar, da parte social, de se integrar à sociedade, procurar ajudá-lo para que ele consiga emprego, trabalho, afim de que essa pessoa, que era uma pária para a nação, passe a ser um cidadão de bem, operando, contribuindo para a nação.
Na parte religiosa, nós temos muito o que ensinar da palavra de Deus, nada do José Wellington, eu prego Jesus Cristo, nosso salvador. Quando nós pregamos a bíblia, ela em si tem um poder transformador, não há necessidade de qualquer adendo, qualquer filosofia para misturar com a bíblia, ela em si já é a autoridade divina. O meu caso: aceitei Jesus com 8 anos de idade. Não fumei, não bebi, não me prostituí. Eu tenho quase 79 anos e tenho uma saúde perfeita.
O assédio dos políticos a vocês é muito grande?
É sim, somos bastante assediados. Só que a minha orientação como presidente foi sempre procurar ajudar os de casa. Por que, se eu elejo uma pessoa do nosso convívio eclesiástico, [é] alguém que eu tenho uma certa ascendência [sobre], que ele possa ser um legítimo representante da igreja. Temos que trabalhar os de casa. Eles merecem a atenção, a ajuda e a confiança.
Como vocês escolhem as pessoas que apoiam?
Chegou a ser de senador para cima, que precisa de mais votos, aí nós procuramos alguém que seja, no mínimo, amigo da igreja.
O que é ser amigo da igreja?
Normalmente, o senador da República já foi prefeito, já tem uma história na vida política. E nós então vamos buscar. Nós tivemos algumas dificuldades com o PT em São Paulo. Hoje não temos mais, graças à Deus por isso. Hoje tenho boa amizade com o prefeito de São Paulo [Haddad], sempre tive muita amizade com o Kassab, que saiu, tenho muito respeito e muita amizade também pelo governador, agora, eu não posso fazer divergência de partidos, eu trabalho com o povo. Na Igreja eu tenho PT, eu tenho PR, tenho PSDB, cada um acha que sua filiação está correta, Deus te abençoe. No contexto geral, somos crentes.
Qual a sua opinião sobre a Dilma?
Eu vejo com muito bons olhos. Confesso a você que não votei na Dilma. Eu tinha certos resquícios do PT lá em São Paulo. Mas esta senhora tem superado [as expectativas]. Ela pegou uma caixa de marimbondo na mão, mas tem sido muito honesta com seu governo e com o povo. Hoje, na minha concepção, a candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição, ela é eleita tranquilamente.
Vocês apoiam ela em 2014?
Eu até teria muito motivo para dizer não, mas esqueço tudo isso aí a bem do povo, ela tem sido muito correta na administração do nosso país.
Com "PT de São Paulo" o senhor quer dizer Marta Suplicy?
[Risos] Deixa isso pra lá. O meu concorrente [na eleição desta semana], pelas informações que eu tenho ele recebeu todo o beneplácito do Planalto. Eu não recebi, e não recebi porque também não pedi. Na nossa igreja em São Paulo nunca entrou um centavo nem da prefeitura, nem do Estado nem da nação. Nunca pedi, de maneira nenhuma. A presidenta, num ano desses, eu estava aniversariando e ela foi lá me ver, me dar os parabéns. Foi lá com quatro ministros, o Padilha e outros mais. Recebi com muito carinho, muito amor, perfeitamente. Mas não peço. Agora, entendo que, se algum dia precisar pedir, sou um brasileiro que paga imposto, tenho tanto direito quanto os demais.
E o senhor tem um poder muito forte.
Vou dizer uma coisa para você. Eu não sou político, sou de uma família de políticos. Meu irmão foi deputado estadual durante três legislaturas. Minha filha é vereadora em São Paulo, a Marta, foi reeleita agora pela terceira vez. O Paulo foi eleito deputado com 162 mil votos, uma votação relativamente boa para São Paulo. E acredito que, pelo trabalho que ele está fazendo, talvez supere os 200 mil votos agora [em 2014]. Na eleição passada, ainda o [Orestes] Quércia [ex-governador de São Paulo, morto em 2010] era vivo, ele foi lá na nossa Igreja, ele, [o ex-prefeito Gilberto] Kassab e o [ex-governador José] Serra. Eles me convidaram para que eu fosse suplente. E eu então agradeci a gentileza deles e pedi dois dias [para pensar]. Eu até brinquei: "Deixa eu consultar minhas bases por dois dias". Na verdade, eu não ia aceitar. Eles voltaram, eu agradeci, educadamente. Então o Quércia disse: "Pastor, eu estou doente, você vai ser o senador". Eu disse: "É por isso que eu não quero". Eu não tenho tempo para mexer com a política. Não quero. A minha vocação é a igreja. Em São Paulo, nós temos 2.300 e poucas congregações [filiais] ligadas ao nosso ministério. É um batalhão de gente.
No total, a Convenção tem quantas Congregações?
O número de evangélicos da Assembleia de Deus é um ponto de interrogação. Em 1994, eu já era presidente, eu fiz um censo entre nós e na época nós contamos 12,4 milhões de crentes na Assembleia de Deus. O crescimento da Assembleia de Deus, é o levantamento que eu tenho, é de 5,14% ao ano. Quando estou falando de membro estou falando daquele que foi batizado e tem responsabilidade na Igreja. Quando o Fernando Collor era presidente eu falei: "Presidente, se nós fôssemos políticos, a Assembleia de Deus teria muito mais condição de contar com o povo do que o seu partido, porque vocês não têm uma filial em todos os municípios do Brasil." A Assembleia de Deus temos em quase todas as vilas de todos os municípios do Brasil nós temos um templo. São mais de 100 mil templos que tem a Assembleia de Deus no Brasil.
A revista britânica "The Economist" recentemente comparou o papa a um presidente de uma empresa. É isso mesmo?
A igreja tem os dois lados. Tem o lado espiritual e o lado material, o lado social. No lado espiritual, é a bíblia, oração, jejum, ensinamento bíblico. Do lado material, do lado do patrimônio, é uma empresa que nós temos que administrá-la de acordo com as leis vigentes no país. A Assembleia de Deus difere de outras igrejas evangélicas. Nós não vivemos correndo atrás do dinheiro. O dinheiro para nós não é o essencial. Nosso desejo é ganhar almas para Deus, o benefício da criatura humana. Nós somos um povo de vida social modesta mas que procura cuidar da igreja administrando-a seguramente.
Qual a receita anual de todas as Assembleias juntas?
Não sei. Não estou lhe negando, porque esses valores [não são] da Convenção Geral. E a Convenção Geral tem o caixa mais pobre do mundo. Estou há 25 anos e desafio qual é o tesoureiro que possa dizer: "O José Wellington usou R$ 0,05 do caixa".
E da Convenção?
São R$ 7 [milhões] ou R$ 8 milhões. É muito pouco. A nossa contribuição mensal é R$ 5 por mês [por obreiro], vou aumentar isso aí. Cada igreja tem a sua autonomia administrativa. Lá em São Paulo, essas 2 mil e poucas igrejas, essas todo o dinheiro vem para o Belém [central da congreção de Wellington em São Paulo]. E ali a gente administra e repassa para as construções e compromissos da igreja.
A maior parte que vocês juntam é gasto com o trabalho social? Tem muita gente que acha que as igrejas evangélicas servem para enriquecer os pastores.
Fui comerciante em São Paulo, e quando saí, não saí rico, mas com uma vida econômica estável. E o que eu tinha eu conservei até agora. Eu tenho algumas propriedades, eu já tinha uma boa casa onde morar, carro novo, caminhão. Não joguei fora, conservei. Mas digo por experiência: se alguém pensa em ser pastor para ganhar dinheiro, pode procurar outra profissão. Estou falando pastor, não estou dizendo essa turma que vive explorando, arrancando dinheiro do povo. A Assembleia de Deus não faz isso.
Quem faz isso?
[risos] Você é um moço inteligente. A televisão está cheia dessa gente. Nosso afã não é esse. Estou construindo um templo-sede em São Paulo, porque nossa igreja na verdade ficou muito pequena, então compramos uma quadra e gastamos aí uns R$ 47 [milhões], R$ 48 milhões. Estamos no acabamento. [Perguntam]: "Quando o senhor vai inaugurar?" Quando o dinheiro der [risos].
Houve um aumento de quase 50% nos fieis da igreja entre 2000 e 2010, segundo o Censo. Por que cresceu tanto?
Existem duas operações. Primeiro, a bênção de Deus sobre nós. E em segunda lugar é que a salvação que recebemos de Jesus é tão boa, ela é tão gostosa, nos trás tanta alegria, tanta satisfação, que todo crente tem o prazer de dizer que é crente. Nós transmitimos para o nosso semelhante aquilo que Deus fez na nossa vida. Então, nessa demonstração de fé, estamos ganhando outros para Jesus. Aí está o crescimento da Assembleia de Deus. Não é nossa filosofia, não é nosso preparo cultural, é esta vida saudável que recebemos de Deus e partilhamos com aqueles que estão em volta de nós.
Com esse crescimento da igreja, e à luz do que ocorre com o Feliciano, o senhor sente um aumento do preconceito contra os evangélicos no Brasil?
Não, ao contrário. A minha geração, quando eu era criança, eu me recordo muito disso aí, quantas vezes os irmãos iam dirigir cultos ao ar livre, e terminava debaixo de pedradas, jogavam pedras, jogavam batatas, ovos, cebolas, era um negócio tremendo. Nós sofremos isso aí. Na época, nas cidades do interior do Ceará, se somavam um chefe religioso, um delegado de polícia e um juiz de direito e os três... Templos nossos foram destruídos, entravam nas casas do crentes, arrancavam as bíblias, faziam fogueira de bíblias nas praças, isso aí nós chegamos a conhecer no meu tempo. De lá para cá melhorou muito. Por que? Ontem, nossa penetração social era classe D para baixo. Hoje, pela graça de Deus, conseguimos alcançar uma classe social mais alta. A nossa igreja tem juiz de direito, tenho 14 netos e todos eles formados, quatro médicos. Então essa penetração social, ela mudou a visão da Assembleia de Deus. Esse problemazinho do Marco Feliciano é muito mais de enfeite da mídia e um pouco de proveito dele.
Às vezes, parece que ele está sozinho.
Nós temos por ele muita amizade e queremos o melhor para ele. Agora, não fomos nós que o indicamos para presidente da Comissão. Agora, já que ele está lá, vamos procurar dar um respaldo. Desde que também ele tenha um comportamento que não venha a comprometer a igreja.
Ele atraiu uma atenção negativa para a Assembleia?
[risos] Não, ele está tirando proveitozinho porque ele é vivo, né?
Essa campanha [para a Convenção] é parecida com a de uma campanha política?
Infelizmente, é. Não era assim. Eu me recordo de quantas vezes eu me reunia com as lideranças da nossa igreja numa convenção, não tão grande quanto essa, e os candidatos ali e nós votávamos por aclamação e OK.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

CGADB - Brasília 2013 - Resultado Final das Eleições


Resultado final a ser proclamado hoje, às 10 horas
* negrito: eleito
Presidente:
1) JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA (SP) – 9.003
2) SAMUEL CÂMARA (PA) – 7.407

1º Vice-presidente (Região Sul
1) UBIRATAN BATISTA JOB (RS) – 8077
2) IVAL TEODORO DA SILVA (PR) – 7558

2º Vice-presidente (Região Centro-Oeste)
1) SEBASTIÃO RODRIGUES DE SOUZA (MT) – 7916
2) SÓSTENES APOLOS DA SILVA (DF) – 7505

3º Vice-Presidente (Região Norte)
1) GILBERTO MARQUES DE SOUZA (PA) – 9.995
3) JONATAS CÂMARA (AM) – 6.860

4º Vice-presidente (Região Nordeste)
1) JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS (AL) –  7.385
2) PEDRO ALDI DAMASCENO (MA) – 6086

5º Vice-presidente (Região Sudeste)
1) TEMOTEO RAMOS DE OLIVEIRA (RJ) – 5993
2) ELYEO PEREIRA (RJ) – 6.897

1º Secretário (Região Sul):
1) PERCI FONTOURA – 7.624
2) NILTON DOS SANTOS – 7.459

2º Secretário (Região Centro-Oeste)
1) ANTONIO DIONIZIO DA SILVA – 8.122
2) LUCAS ARAÚJO DE SOUZA – 6.999

3º Secretário (Região Norte)
1) PEDRO ABREU DE LIMA – 7.523
2) OTON MIRANDA DE ALENCAR – 7.222

4º Secretário (Região Nordeste)
1) ROBERTO JOSÉ DOS SANTOS – 7.405
2) MANOEL MONTEIRO – 7.224

5º Secretário (Região Sudeste)
1) JONAS FRANCISCO DE PAULA – 6.932
2) ISAIAS LEMOS COIMBRA – 6.141

1º Tesoureiro (Região Sudeste):
1) IVAN PEREIRA BASTOS – 7236
1) JOSIAS DE ALMEIDA SILVA – 1608
3) REGINALDO CARDOSO DOS SANTOS – 399

2º Tesoureiro (Região Sudeste):
1) ALVARO ALEN SANCHES – 7.868
2) NEHEMIAS GASPAR DE ARAÚJO – 7.674

Conselho Fiscal:

1ª Região (Região Sul):
1) JERÔNIMO DOS SANTOS – 8.202
2) JOSÉ POLINI – 7.243

2ª Região (Centro-Oeste):
1) GEOVANI NERES LEANDRO DA CRUZ – 7.977
2) RINALDO ALVES DOS SANTOS – 7.265

3ª Região (Norte):
1) JOEL HOLDER – 4.994
2) JEDIEL LIMA – 7.161
3) ISAMAR PESSOA RAMALHO – 2.595

4ª Região (Região Nordeste):
1) ISRAEL ALVES FERREIRA – 7.232
2) ANTONIO JOSÉ DIAS RIBEIRO – 7.935

5ª Região (Região Sudeste):
1) EDSON EUGÊNIO VICENTE – 6.163
2) LUIZ CEZAR MARIANO SILVA – 6.278
3) SAMUEL RODRIGUES – 1.986

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A CAUSA E OS PROTESTOS DOS ''ATIVÂNDALOS''

Ultimamente se tem visto muitas formas de protesto em todo mundo; várias comunidades e representantes de todos os seguimentos da sociedade estão se levantando para revindicar seus direitos de igualdade e reconhecimento diante da sociedade, também alguns lutam pela dissolução do que chamam de um regime opressor, desigual, arcaico e insustentável.

Esses alegam sofrer discriminações e querem a intervenção do governo em seu favor, se por um acaso o governo local não dá mínima pra isso, recorrem para a intervenção de estrangeiros para que haja pressão internacional.

As causas desses lobbies são muitas no mundo, os mais conhecidos são: grupos socialistas, feministas, homossexualistas, abortistas, islamitas (nesse muito mais político que popular), ateístas e muitos outros grupos que não tem visibilidade no conhecimento público ainda.

Essas forças sociais querem que a sociedade se adequam e moldem com sua presença na sociedade, pelo fato de eles fazerem parte da sociedade (óbvio dos óbvios) pagando seus impostos, elegendo e portanto, dignos de respeito.

Porém, as coisas estão tomando outras proporções de forma que já não estão distinguindo o que são protestos, badernarias, crimes contra a ordem pública, atentado ao pudor e etc. 

Quando Yoani Sánchez veio ao Brasil não teve sossego, onde ela esteve houve protestos, gritaria em meio as suas palestras não permitindo que continuasse. Os simpatizantes do socialismo a chamavam de mercenária, golpista, traidora e lançavam toda sorte de adjetivos a sua pessoa; apesar de não haver agressões físicas, não queriam deixar que ele exercesse o direito de se expressar; coisa típica do socialismo.



Na Europa já são conhecido essas imagens sem o menor pudor de protesto contra qualquer regime machista, autoritário, opressor em cima das mulheres. Não só isso, mas lutam contra a idiossincrassia masculina na sociedade em suas comparações entre homens e mulheres no quesito trabalho, liderança, indepedência, status social, ''direitos'' sexuais e etc. Ressaltando que esses grupos são subsídiados por ongs normalmente fora de suas jurisdições e que não refletem os anseios das mulheres locais, agora invadem locais religiosos na Europa, já serraram cruzes (depredação do patrimônio), entram sorrateiramente em eventos para causar alvoroço e mostrar os seios e chamar as atenções das câmeras e repórteres da mídia. Sem mencionar que se esse movimento tomar forma no Brasil já é um crime por si só de ''atentado ao pudor''; por incrível que pareça se chegar por aqui serão bem vindas pelo establishment.


Mundialmente, esse é a maior força de influência e quebra de sistema estabelecido. O islã, com o passar dos anos tem dominado politicamente e culturalmente a Europa de modo que as igrejas cristãs viraram museus, não se encontra símbolos cristãos em muitos lugares e a aceitação fervorosa da classe intelectual (alguns deles são convertidos) da cultura muçulmana. De todos os  movimentos sociais no mundo, o extremismo islâmico é infinitamente maior que todos em violência física: enquanto as forças culturais e políticas avançam na Europa e EUA o braço armado se encarregam de eliminar opositores de todas as formas: boicotes, criminações dos ''contras'', penas de mortes por blasfêmias, injustiças e opressão contra as mulheres e etc. Tão forte é esse lobby, que a ONU se cala diante dos genocídios que praticam nesse submundo e não fazem nada, exemplo disso é Sadam Husseim que matou mais de 300.000 iraquianos dava dinheiro do petróleo para a ONU, até que Bush decidiu fazer alguma coisa (contra a vontade dessa instituição) e descobriu esse genocídio feito pelo ditador contra cidadãos civis, inocentes e desarmados.


Esse é claramente uma estratégia mundial financiada por mega corporações - veja documentos que comprovam essa estratégia global - que aos poucos se alastram por cada país: começam por aprovar em casos de risco, depois até os três meses e depois a liberação total, no Brasil - onde qualquer coisa é aceito - o Conselho de Medicina já se manifestou a favor do aborto, contrariando a maioria da população e ferindo o juramento de Hipócrates (pai da medicina) de postergar o máximo possível a morte do paciente e se aliando a cultura da morte no Brasil.


Esse é o que mais move as opiniões no Brasil, o que traz mais audiência nos debates televisivos, que mexe com as emoções de todos os lados: o movimento homossexual. Enquanto nos EUA eles tem até uma força política considerável, no Brasil (o lobby, não os gays em geral) tem a hegemonia da classe falante, ''letrada'' e dos políticos. Talvez isso explique a grande tensão social entre os opositores desse movimento, principalmente os evangélicos sendo eles e outros conservadores no Brasil um boa parcela da população que discordam não só da prática mas também dos privilégios sociais que estão alegando que o governo está querendo dar a eles, haja atritos de todas as formas com os discordantes em maior evidência pública. Quando houve a ascensão de um conservador, cristão em algum cargo de presidente de comissão a pressão aumentou com alaridos, protestos e com a ajuda das celebridades assistencialistas vêm o avalanche de desmoralizações contra as opiniões e crenças do indivíduo que entrou no cargo, mesmo sendo a Constituição promover a liberdade de opinião e crença. Se fosse no âmbito dos protestos ainda vai, mas as coisas as vezes tomam outra forma quase chegando a violência física, leiam: 


O meu pensamento, como de qualquer outro é de nada justifica a violência, mesmo se fosse da parte dos conservadores e religiosos; se a situação fosse contrária, a reação da mídia com certeza seria outra assim como as reações das massas que atentam somente para o que veem na TV, vejam esse vídeo : Ativista gay faz apologia ao uso de armas dentro da câmara e chama evangélicos de ''desgraçados''.

O meu intento aqui não é menosprezar os que acham que estão lutando por uma nobre causa, mas observar muitas coisas desconexas que ocorrem nas decisões das autoridades, as anticonstitucionalidades cometidas nos governos e os efeitos no regime democrático como liberdade de opinião, crença e filosofia.

É interessante notar também, que todos os movimentos citados acima não entram com combates entre si em todo o planeta, seria isso uma mera coincidência ?

Ao fazer rastreamento de verbas da parte de ongs que sustem todos esses movimentos (exceto o islã), chegará nas origens as mesmas fundações globalistas que sempre lutaram para dissolver as soberanias dos países.

Se uma comunidade pede verbas para montar uma ong pró-vida, pró-família tradicional, pró-educação, pró-religião e pró-nacionalismo quase não sai dinheiro, e quando há excessões, vem naquelas aparências de caridade.

É verdade que todos têm o direito de protestar, criticar e reivindicar seus direitos; mas, não interessantes aos observadores, a crise de discernimento que está havendo em totalidade da população?

O que dizer de um país que faz maior alvoroço em questões em questões sexuais, enquanto dois dos maiores corruptos da história do Brasil estão pegando cargos públicos importantíssimos?

Há indignações maiores com questões econômicas do que com 50.000 mortes por ano no Brasil (maior do que em toda guerra do Iraque)?

Se preocupam mais com ''orientações sexuais'' dos alunos do que com os métodos pedagógicos que já se mostraram ineficazes?

Por essas e por outras, percebe-se que por trás de todos esses fenômenos sociais estão interesses políticos e até interesses multinacionais, ou então os valores estão extremamente trocados, quanto mais que essas forças não representam nem 10% da população.

EZEQUIEL DOMINGUES DOS SANTOS 

CGADB aprova moção de apoio ao Pr. Marco Feliciano, Presidente da CDHM

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Entrevista da CPAD News com o Pr. Marco Felicianoa
A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), em Brasília, aprovou nesta terça-feira (9) uma moção de apoio ao deputado federal, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). O pedido que foi apresentado ao final da reunião da Assembleia Geral Ordinária (AGO) foi aprovado em votação simbólica por unanimidade informou o presidente da CGADB, pastor José Wellington.
O documento será encaminhado à presidente Dilma Rousseff e ao presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN).
Feliciano recebeu a palavra e agradeceu o apoio dizendo que “nunca houve uma comissão com tanta oração. Os pastores estão orando pela minha vida e pela comissão. Venceremos esta batalha. Quero agradecer essa moção”, referindo-se a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
“Graças a Deus permanecemos firmes até aqui. Chegará o tempo que nós, evangélicos, vamos ter voz em outros lugares”, afirmou Feliciano. “O Brasil todo encara o movimento evangélico com outros olhos”, completou.
O evento que definirá quem será o presidente da convenção pelos próximos anos começou ontem e vai até a próxima quinta-feira em Brasília. A convenção reúne cerca de 24 mil pastores da Assembleia de Deus, denominação evangélica a que pertence Feliciano.
FONTE: Gospel Prime

quinta-feira, 21 de março de 2013

USOS E COSTUMES


Antes de tudo, queremos deixar claro que não pretendo ser um reformador de igreja, mas como um simples ministro do evangelho, estou revestido de coragem para dizer as verdades que a Bíblia diz, visando diminuir a divisão espiritual que de forma sutil e equivocada, adentraram dentro das igrejas evangélicas pela má interpretação bíblica.
Neste tópico, veremos alguns desvios doutrinários, com relação a uso e costumes. Embora a seita dos fariseus não exista formalmente, mas o sistema farisaico ainda continua devastando muitas igrejas, e com isso estreitando as portas do Reino e desviando-as do verdadeiro evangelho.
[...] No 5º Encontro de líderes das Assembléia de Deus (ELAD), realizado em 1994, o pastor Antônio Gilberto afirmou que o assunto precisa ser tratado com equilíbrio, para que se evite cair no sectarismo, farisaísmo e exclusivismo [Revista Obreiro, p. 30].
Veremos este estudo observando os textos originais da Bíblia Sagrada (Hebraico e Grego) para entender melhor qual é a boa e agradável vontade de Deus em relação aos (usos e costumes).
I. ÉTICA
Origem da palavra ética, vem do grego ethos, que significa costume, disposição, hábito. No latim, vem de mos, com o significado de costume, uso, regra.
Ao estudarmos o tema sobre usos costume, é importante sabermos que este assunto está relacionado à ética. Pois ela relaciona-se aos costumes ou práticas sociais de um povo. Na Igreja, ela consiste nos conceitos que determinam o certo e o errado, de acordo com as Escrituras. A ética cristã tem por finalidade moldar a vida do crente dentro dos princípios que levam a um viver pleno de virtudes, valores morais e espirituais, segundo as Escrituras e a ação do Espírito Santo em nosso ser (2ºª Co 3.17-18; Gl 5.22-23).
Portanto, a ética na igreja baseia-se no caráter de Deus, segundo o que está revelado na Bíblia. No Antigo Testamento, estão os princípios divinos que norteiam o comportamento humano. Jesus confrontou o legalismo hipócrita dos fariseus quanto a Lei, a espiritualidade e a vida material.
A ética perfeita é inerente ao caráter de Deus. Ele não precisa nem depende de regras, pois é a fonte da ética. Os vários nomes de Deus, expressos na Bíblia, revelam que o Altíssimo é perfeito em santidade por si mesmo. As qualidades morais que revelam o caráter de Deus, tais como justiça, retidão, perfeição, santidade, misericórdia e amor. Sua justiça é atributo moral que revela seu perfeito julgamento. A Igreja de Cristo apregoa a justiça, segundo a justiça de Deus que se manifestou em Cristo, o qual cumpriu toda a justiça (Rm 1.17). Por isso, Cristo se tornou da parte de Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção (1º Co 1.30). A misericórdia de Deus é expressão da sua justiça (Êx 34.6-7; Sl 145.8). Finalmente, aludimos ao infinito e eterno amor de Deus revelado a obra-prima da Sua criação, ao homem (Jr 31.3; 1ª Co 13.7).
Nenhum sistema ético do mundo, mesmo o mais depurado, assemelha-se ao sistema que Jesus implantou, pois se trata da ética como elemento do Reino dos céus.
A igreja de Cristo na terra deve expressar, no seu comportamento, a ética que Cristo viveu e ensinou em relação a vida particular.
II. COSTUME
[....] A palavra costume deriva do latim com (totalmente) e suescere (acostumar-se com), ou seja, algo com o que alguém fica acostumado. “Na Pequena Enciclopédia Bíblia, Orlando Boyer define costume como “uso, prática geralmente observada” (p.169). As palavras gregas usada para costume são ethos (Lc 2.42 e Hb 10.25 e synetheia (Jo 18.19; 1ª Co 8.7; 11.16). A primeira, de onde vem a palavra “ética”, significa costume de lei, uso (Lc 1.9). [EZEQUIAS SOARES. Manual do Obreiro, ano 22 – nº 11 - 2000. P. 55].
[....] Tanto a tradição quanto os usos e costumes são objetos de estudo da Sociologia.
Segundo o sociólogo Maciver, os usos e costumes são procedimentos, maneiras de agir, que surgem gradualmente, sem que nenhuma autoridade constituída os imponha [Revista Obreiro, p. 36].
[...] Raimundo de Oliveira afirma que a coletivização dum costume decorrente da freqüência com que ele é praticado não o legitima e nem faz inquestionável como lei ou mandamento para todas as pessoas.
Os costumes em si são sociais, humanos, regionais e temporais, porque ocorrem na esfera humana, sendo inúmeros deles gerados e influenciados pelas etnias, etariedade, tradições, crendices, individualismos, humanismos, estrangeirismos e ignorância [Revista Obreiro, p. 37].
[....] Não é biblicamente correto usar doutrina e costume como se fosse a mesma coisa. O costume é “prática habitual; uma lei oral, modo de proceder, comportamento trajes e regras. Jurisprudência baseada em uso; modo vulgar; particularidade; moda; traje característico. Procedimento; modo de viver.
O costume é “pratica habitual. Moda de proceder. Jurisprudência baseado em uso; modo vulgar; particularidade; moda traje característico, procedimento; modo de viver”.
Os costumes, vistos pela ótica cristã, são linhas recomendáveis de comportamento. Estão ligados ao bom testemunho do crente perante o mundo. Estão colocados no contexto temporal, não estão comprometidos diretamente com a salvação. [EZEQUIAS SOARES. Manual do Obreiro, ano 22 – nº 11 - 2000. P. 55].
[...] As pessoas agem de determinada forma, não por ter fundamento bíblico, ou porque foi ensinada a fazer, ou por ser a única maneira de fazê-la, mas porque viu alguém fazer, ou se acostumou assim [LINHARES. Usos e costumes. P. 37].
“Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem” (Mateus 15.8-9).
[...] Nessa passagem, Jesus nos alerta do perigo que corremos ao valorizar os costumes. Anulamos a benção de Deus ao rotularmos os sinais divinos de acordo com nossos costumes. Foi o que aconteceu com os fariseus: eles, como algumas igrejas do Brasil, limitavam o poder de Deus aos seus costumes [LINHARES. Usos e costumes. P. 46].
Muitas pessoas dão mais importância ao costume do que a própria doutrina bíblica. Nesse caso elas não se desenvolveram intelectualmente, (ainda são imaturos na Palavra de Deus), não procuram se aperfeiçoar – estão estagnados.
É óbvio que o padrão moral da igreja deve ser diferente do mundo, porque a igreja é um “povo seu especial”, “puro”, “imaculado”, (Tt 2.14). A igreja deve ter um padrão, mas sem esquisitice. O povo de Deus deve ser diferente do mundo, no sentido espiritual e moral. A Bíblia não fixa o tipo minucioso da moda e porte da igreja, mas trata e fixa os princípios, os limites bíblicos para quem gosta de agradar a Deus nesse assunto (1ª Tm 2.9-10). A observância rigorosa de usos e costumes na igreja, sem o ensino da doutrina bíblica, leva o crente ao fanatismo, ao legalismo da salvação pelas obras, ao fanatismo religioso e à falsa santidade [JOSÉ APOLÔNIO. Revista Obreiro. P. 63].
O ministro é o porta vós de Deus para ensinar a verdadeira doutrina e deve saber que o novo nascimento é uma mudança de opinião e de coração produzido pelo Espírito e pela Palavra. A santificação é uma separação do pecado tendo uma vida exclusiva para Deus e os costumes são hábitos do ser humano na vida cotidiana.
Costume é a forma de expressão do porte, postura e comportamento social, religioso e moral do cristão confirmando ou comprometendo a doutrina bíblica e a ética cristã.
O comportamento dos homens é, sobretudo, feito de hábitos e sempre foi difícil modificar aquilo que acaba por ser confortável, mesmo que esse conforto crie às vezes erros funestos.
[...] As doutrinas da Bíblia são divinas, imutáveis e universais. Os costumes, em si mesmos, são sociais, humanos, regionais e temporais. A doutrina dá origem aos bons e santos costumes, hábitos e práticas. Porém, eles também podem ser em grande parte gerados, influenciados e mantidos pelas etnias, tradições, culturas, crendices populares, individualismos excentricidades, estrangeirismos, ignorâncias, fanatismos e carnalidade do cristão (segundo este termo do Novo Testamento 2ª Co 3.1-3) [Antonio Gilberto. Mensageiro da Paz ano 2004].
[...] Segundo o pastor Raimundo de oliveira no seu livreto “Doutrina e Costumes e Tradições” publicado em 1987, escreve: “apesar da doutrina bíblica gerar bons costumes, nem mesmo os bons costumes devem ser confundidos com doutrina bíblica. Doutrina não é simplesmente aquilo que o ministro estabelece como ensino para a sua igreja. De momento, o ministro poderá estar pregando a favor do que gosta, e contra o que não gosta, e no seu zelo passar a admitir que está a ensinar essencialmente doutrina bíblica”. [...] “Não me consta que Deus tenha delegado a nós pastores o poder exclusivo de determinar o que compete à igreja fazer ou não fazer [Revista Obreiro, p. 32-33].
[....] O pastor Antônio Gilberto escreveu, no seu livreto “Doutrina, usos e costumes”, o seguinte: È sabido por todos nós que em muitas igrejas nossas tem havido distorções, exageros e extravagâncias, principalmente na área dos costumes, com abusos, intolerância e inversão de valores, por parte de quem, por não ter o devido embasamento bíblico e ministerial, criou por si mesmo um sistema de costumes, chamando-os de “doutrina”, quando na realidade o tal costume virou ‘lei’ [Revista Obreiro, p. 32].
As más atitudes corrompem os bons costumes.
Segundo o pastor Antônio Gilberto no seu livreto “Doutrinas, Usos e Costumes”, os costumes, do ponto de vista bíblico, são classificados entre duas modalidades: maus costumes e bons costumes [Revista Obreiro, p. 37].
“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns não têm conhecimento de Deus; digo para vergonha vossa” (1ª Co 15.33-34).
No contexto deste versículo, Paulo combate certos irmãos que estavam no convívio da igreja, mas viviam na prática do pecado e não tinham o conhecimento de Deus. Os tais estavam ligados com o mundo conforme ele relata. As más conversações, as más atitudes, as más conversas corrompem os bons costumes. O apóstolo está falando dos costumes morais, pois se trata do caráter e da santidade do cristão.
Paulo deseja ensinar que na medida em que estamos detendo-nos no caminho de nossa vida com aqueles que não possuem o conhecimento das verdades de Deus, gradativamente vamos flexionando nossos padrões, condutas e posições acerca de tudo o que temos aprendido de Deus. Andar com os que não possuem a mente de Cristo é perigo alertado desde o Velho Testamento quando o livro dos Salmos:
“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1).
Seremos bem aventurados ou felizes se não pararmos nas rodas suspeitas e que não obedecem a Deus. Mais do que nunca, precisamos que os crentes em Jesus Cristo estejam alerta sobre as “más conversações” que tem como objetivo fundamental destruir os bons costumes. Palavras de desapreço ao irmão, insinuações maldosas, críticas aos trabalhos da igreja, sugestões de flexionar os padrões cristãos e claramente ensinados na Bíblia, convites a deixar o culto para estar em casa.
Nunca devemos idealizar o ambiente cristão conforme nossos padrões, falhos, limitados e tendenciosos. Precisamos sim, amoldar nossa vida ao que Cristo quer fazer em nossa vida e em nosso meio. Para tanto, precisamos trabalhar com a Bíblia na mão para que nossa vida seja instrumento da construção de um ambiente coerente e desejado por Deus.
Não devemos usar este versículo em nossas homilias para falar sobre usos e costumes num sentido negativo em vez de usarem a interpretação correta. Precisamos entender o que realmente o autor quer dizer sobre bons costumes.
Bons costumes são tudo aquilo que é bom e não fere o caráter espiritual e moral. Os costumes podem ser divididos em: sociais, morais e religiosos.
Por exemplo: o homem que convive na prática do pecado tem um mau costume. Tem uma vida dissoluta e impura; ele mente, mata, rouba, prostitui-se, adultera, fala mal dos outros, não paga suas contas, é mau caráter, vive na prática da idolatria, feitiçaria, corrupção, destrói seu corpo com bebidas, drogas, fumo, sexo, etc..., mas quando ele se converte a Deus, há uma mudança de vida, de mente, uma regeneração, ou seja, uma mudança de costumes e hábitos. Antes de conhecer Deus ele estava na prática do pecado, mas ao aceitar Cristo como seu Salvador, houve uma mudança de vida e de hábitos.
[...] Há igrejas que têm um grande número de costumes (e às vezes maus costumes), mas pouca doutrina bíblica. A simples observação de usos e costumes na igreja, de modo legalista, sem o lastro e prática da doutrina bíblica, leva o crente ao farisaísmo, ao legalismo da salvação pelas obras; ao fanatismo e a falsa santidade” [Antônio Gilberto. Livreto Usos e costumes].
Por outro lado, o conhecimento e o ensino da doutrina bíblica na igreja, sem a sua prática através da vida santa do crente, do seu testemunho cristão, dos bons costumes, da conduta irrepreensível e da honestidade, é inoperante, é infrutífera, é contraditória, é um tropeço perante o mundo.
A Doutrina Bíblica leva-o a praticar bons costumes, agora ele ora, canta louvores, lê a Bíblia diariamente e bons livros, é fiel a Deus, vem à Casa de Senhor, dá bom testemunho, tem um padrão moral irrepreensível e honesto. Agora demonstra misericórdia, amor ao próximo, é generoso, benigno, faz a obra do Senhor e vive em paz com todos. Estes atributos é o que chamamos de bons costumes.
“Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos” (2ª Co 12.20).
Lendo a lista acima, nem parece tratar-se de uma igreja com tantos dons. Contudo, isto significa que a espiritualidade de uma igreja não pode ser avaliada pela qualidade de dons, mas pelo seu caráter e amor a Deus e ao próximo. Tais pecados estavam corrompendo os bons costumes, anulando a ética cristã e promovendo dissensões e divisões entre os santos.
III. TRADIÇÃO
[....] A tradição deve ser encarada da mesma forma que os costumes, por ser um objeto de estudo da sociologia.
Por tradição, a sociologia mostra que é aquela parte da herança social valorizada pelo que representou no passado. Há na atitude tradicionalista um apego ao antigo, pelo que significou.
Existe a tradição oral, tradição por imitação e a tradição consciente. A tradição pode sofrer, ao longo dos anos, maior enfraquecimento.
Um dos principais argumentos usados por quem defende a manutenção da tradição na igreja é que os santos do passado agiram assim usando versículos isolados como exemplo:
“Não removas os marcos antigos que puseram teus pais” (Pv 22.28).
Certamente que a recomendação de Provérbios não implica na proibição de remover costumes antigos (é um conselho antigo para não haver envolvimento com problemas de terras). [Revista Obreiro, p. 40].
Segundo as Escrituras o rei Davi transgrediu a tradição quando entrando no santuário comeu do pão da proposição, só permitido ao sumo sacerdote.
Da mesma forma Jesus transgrediu a tradição dos anciãos ao comer sem lavar as mãos (Mat. 15.1-9).
“Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado” (Mt 12.1-2).
Embora os fariseus acusem Jesus de violar o sábado, Ele, na realidade, apenas não observou a interpretação exagerada que eles davam a respeito. Jesus declara que a observância do sábado não deveria transformar-se num ritual mantido à custa das necessidades essenciais do homem.
E o apóstolo São Pedro anulou a tradição segundo um judeu não podia se congregar com um gentio (At 10.28).
As tradições evangélicas hodiernas são um obstáculo para a pregação do Evangélico. Assim como os fariseus fechavam o reino de Deus com suas tradições, os crentes de hoje procedem da mesma maneira:
“Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês fecham a porta do Reino do Céu para os outros, mas vocês mesmos não entram, nem deixam que entrem os que estão querendo entrar” (Mt 23.13).
Como já dissemos, o ensino das tradições denominacionais e não a doutrina bíblica leva o crente ao farisaísmo, radicalismo e ao fanatismo religioso.
IV. USOS
O costume é o habito de cada ser humano, podendo ser mau ou bom. Devemos ter o bom senso e o discernimento para entender o agradável e o desagradável. O costume é aquilo que usamos habitualmente; fazer uso de alguma coisa; portar-se; ter costume; trajar; vestir-se. O costume também pode ser bom ou ruim dependendo do modo que nos vestimos. Porém muitos “evangélicos” fazem dos usos e costumes, regras para meio de salvação adulterando o evangelho de Cristo. Bem como nos dias de Jesus os fariseus usavam das suas tradições para purificação, certos evangélicos hoje usam de seus costumes para a santificação e meio de salvação.
As igrejas tradicionais seguem uma cultura tradicional transmitida pela autoridade dos anciãos. O costume é a base da autoridade. São igrejas estagnadas e não há, entre os primitivos, um conceito de progresso. Isto não quer dizer que nada muda, porém o ritmo da mudança é lento. Resumindo, eles vivem em sociedades tradicionais caracterizadas pelo isolamento e pelo forte controle grupal.
A igreja cristã começou a crescer após o dia do pentecoste, onde foram todos revestidos da plenitude do Espírito Santo (At 1.8). Mas o que atribuímos o crescimento desta igreja? Atos 5.14 diz: “E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor”.
Analisando Atos 2.41-47 a luz da Palavra, a Igreja primitiva estava firmada na verdadeira doutrina (v. 42); nos fundamentos que Jesus havia ensinado Seus discípulos, praticavam comunhão e perseveravam na oração (v.42); em cada alma havia temor (v.43); Tinham tudo em comum; praticavam o verdadeiro amor; pois vendiam suas propriedades e distribuíam entre todos (v.43-44) Tinham unidade (v. 46); praticavam o verdadeiro louvor e adoração (v. 47). Estas são as razões do crescimento e dos milagres.
Mas o que vemos hoje é um equívoco quando muitos atribuem o crescimento de suas igrejas aos usos e costumes. Isto é um descaso com o sacrifício de Jesus no Calvário, com os ensinos que Ele deixou aos Seus discípulos. É de suprema importância estudar este assunto a luz da Palavra.
V. AS ROUPAS E ADORNOS NOS TEMPOS DE JESUS CRISTO
Uma espécie de túnica usada sobre a camisola que no homem ia até o tornozelo, e na mulher, até os pés, com um largo cinto sobre a cintura, era a roupa comum do povo. As vestes femininas tinham diferenças nos enfeites e nos tipos de fazenda (Deuteronômio 22.5), ceroulas compridas eram usadas por baixo da camisola. As crianças pobres andavam nuas até a puberdade. As mulheres e as moças protegiam a cabeça com véus coloridos. O povo andava descalço a maior parte do tempo. Apenas nas viagens longas usavam uma sandália de couro com finas tiras de pele que iam até os tornozelos.
Dada à poeira das estradas, era comum entre os judeus o lava-pés. As famílias mais abastadas tinham até um servo para esse trabalho (ref. Mc 6.11; Jo 11.2; 13.5; 1ª Tm 5.10).
O texto de Marcos 1.16 indica que as roupas de João Batista, tecidas com pêlos de camelos, eram baratas e próprias de um personagem como ele, proveniente da seita dos essênios.
VI. AS ROUPAS SACERDOTAIS
Os sacerdotes daqueles dias vestiam-se de modo muito distinto aos dos padres e pastores de hoje. As vestes sacerdotais eram detalhadamente descritas por Deus. As vestimentas consistiam em: calções curto desde os rins até as coxas; uma camisa estreita, tecido de alto a baixo e sem costura, descendo até os artelhos e apertada na cinta por um cíngulo bordado, simbolicamente ornamentada; As túnicas que revestiam mantas eram adornadas com bordados, multicoloridas e de uma simbologia riquíssima; o linho representava a pureza; as cores, a multiforme graça de Deus; o ouro, a realeza; as pedras preciosas, as diversas tribos de Israel (Êx 28.4, 5; 40-42). Os sacerdotes eram obrigados a usar barba não podiam sequer contornar (Lv 19.27).
Os sacerdotes também se penteavam com muito cuidado. Além de inúmeros adereços e ornamentos nas roupas, colocavam tiaras de linho na cabeça (Êx 35. 9; 39.27-28). “Tiaras de linho lhes estarão sobre a cabeça, e calções de linho sobre as coxas; não se cingirão a ponto de lhes vir suor” (Ez 44.18).
O suor simboliza trabalho penoso e talvez fosse necessário evitar qualquer sugestão de que o culto a Deus fosse algo penoso. Jeremias pronuncia-se contra os que consideravam a mensagem de Deus como uma “sentença pesada” (Jr 23.33-37), e foram justamente estes que foram destruídos na queda de Jerusalém. E por esta razão Jesus nos oferece seu fardo dizendo: “Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).
Deus mandou os sacerdotes que se vestissem de forma meticulosa e bonita, pois as vestes sacerdotais representariam um sinal da benção do Senhor. Os artesãos convocados para elaborá-las esmeravam-se nos detalhes e na riqueza de sua confecção (Êx 39.1-31).
As mulheres não tinham ofício sacerdotal em Israel. Os sacerdotes eram proibidos de raspar suas cabeças ou barbas, dilacerar seus corpos ou arrancar suas vestes (Lv 21.5-6; 10.11), um sinal de luto.
Mas hoje como podemos nos vestir? É notório ao leitor que as roupas sacerdotais do V.T., eram descritas por Deus. Mas, no tempo da graça Deus não estipulou um critério de roupas para pregadores ministrar o Seu evangelho. Conforme a nossa cultura vai evoluindo também devemos evoluir e por seguinte cada ministro deve se vestir e andar dentro da cultura da sua geração. Nos dias de Jesus e dos apóstolos eles usavam vestidões e roupas compridas. Mas hoje como tomar como modelo?
Estes eram costumes do povo israelita, mas não são nossos. Naqueles dias eram aceitáveis, mas hoje não são mais, pois como já vimos costumes mudam de povo para povo e de época para época. Portanto, ao ler a Bíblia Sagrada devemos saber diferenciar o que é costume local, (que é permitido e aceitável pela sociedade, e o que não é aceitável em nossa sociedade).
VII. COSTUMES NOS DIAS DE HOJE
A postura da igreja em determinados assuntos tem causado certa confusão no meio do povo. Sempre é extremista, ou de um ponto de vista ou de outro. Na questão de costumes, muitos não sabem definir biblicamente o seu significado, daí, interpretam todo tipo de regras como se fossem doutrinas.
O costume é relativo, como lembra o Pr. Geremias do Couto:
[...] Ao insistirmos nos absolutos, não queremos afirmar que não haja também conceitos relativos. Essa diversidade se manifesta, por exemplo, nas comidas típicas de cada país, nos estilos da arquitetura, no estilo da vestimenta e até mesmo em relação à hora de dormir, que depende do fuso horário. Mas tais circunstâncias relativas acabam apontando para princípios biológicos absolutos; todos precisam alimentar-se, todos precisam dormir. [COUTO, Geremias do. E agora, como viveremos? Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, p. 39, 4. trimestre de 2005].
Talvez nem todos conheçam o pastor William J. Seymour fundador do movimento pentecostal nos EUA.
[....] William Joseph Seymour foi um pastor dos EUA, iniciador do movimento religioso denominado de Pentecostalismo.
Filho de escravos libertos, Seymour resgatou a crença em glossolalia (mais conhecido como dom de línguas) como provas do batismo com o Espírito Santo, uma referência à manifestação do batismo com o Espírito Santo que ocorreu pela primeira vez no dia de Pentecostes (Atos cap. 2). Como consequência de sua experiência, foi expulso da paróquia de Los Angeles onde havia se tornado pastor. Na procura de um lugar para continuar seu trabalho, ele fundou sua igreja no ano de 1906 em Los Angeles, localizada na Azusa Street (Rua Azusa) nº 312, e incluiu suas crenças doutrinárias ali. (Atos cap. 2). [pt.wikipedia.org/wiki/William_Seymour - 21k pesquisa dia 28/11/2008]
[...] O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje. William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembléia de Deus dos EUA), Daniel Berg e (fundador da Assembléia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil).[ Azusa Street & Beyond por Grant McClung].
Do avivamento da rua azusa, em primeiro de Janeiro de 1910 rumo ao Brasil o italiano Loius Franscesco, sua esposa e amigos fundaram duas igrejas pentecostais da américa latina, Assembléia Cristã na Argentina e a Congregação Cristã no Brasil.
Também da rua azusa para o Brasil os missionários batistas os suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, que fundaram no ano de 1911 a Assembléia de Deus, hoje o maior movimento pentecostal do mundo.
Em 2011 a Congregação Cristã e a Igreja Assembléia de Deus completaram 100 anos no Brasil.
Da rua azusa, os três missionários fundaram juntos as primeiras igrejas pentecostais da América do sul. Disponível: [Wikipédia, a enciclopédia livre. William Joseph Seymour. http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Seymour acesso dia 07/08/20012].
Notemos na foto acima que as roupas do pastor William Seymour sofreram pequenas modificações comparadas aos nossos dias. O tecido hoje é um dos melhores, veio também o uso da gravata que é apenas um acessório.
As barreiras, discriminações raciais que o pastor Seymour enfrentou para iniciar o movimento pentecostal, foram derrubadas, porém, outras barreiras foram aparecendo no meio do caminho evangélico.
Na igreja primitiva o diabo usou as torturas e arenas para os cristãos desistirem da fé. Na idade média ele usou as heresias e desvio doutrinário. Nos dias Seymour ele usou o racismo e também homens que o tacharam de herético. Embora o diabo seja o propagador das heresias em todo o nosso planeta, aqui no Brasil ele dissemina um evangelho desprovido da graça de Deus através dos usos e costumes radicais, ou seja, ele usa as tradições humanas como meio de salvação transformando o evangelho de Cristo num evangelho anátema (Gl 1.8).
Concernente a usos e costumes, jamais poderá criar um modelo bíblico no tempo da graça, pois nem Jesus fez isso. Sempre vai existir controvérsia, pois o ministro que fixa seus olhares para aparência e o manequim das pessoas acaba perdendo o brilho do verdadeiro evangelho.
Se Jesus ou um dos apóstolos entrasse em uma das nossas igrejas será que deixaríamos ocupar um lugar no púlpito? Ou William J. Seymour por ser negro e com toda aquela barba teria um lugar distinto em nossas igrejas? Muitos iriam recriminar dizendo:- Olha só o nosso pastor deixou esse barbudo subir no púlpito e ainda deu uma oportunidade para dar uma palavra. A mensagem muito boa, mas a barba despregou tudo o que ele ensinou.
Muitos confundem santidade com exterioridade. Se um pastor estiver com barba, cavanhaque ou bigode é para muitos um falso pastor. Deus não nos julga pela exterioridade ou pelo figurino. Para Samuel disse o Senhor Deus: Tu vês o exterior, mas eu vejo o coração.
Devido certos costumes habituais inserido na igreja, muitos não podem cultuar ao Senhor. Não conseguem abrir o entendimento e compreender que Deus está muito mais com o homem interior do que com barba.
Alguém poderia citar uma passagem bíblica que proíbe o uso da barba ou de bigode para homens?
Certo costume que deveriam ser restritos, opcional, passa ser uma lei. E isso gera divisões no meio cristão.
1. Modernidade é realmente pecado?
“Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados” (Tg 1.9).
Usar certas frases e dizer que o cristão não pode andar na moda, primeiro devemos saber o que é realmente moda. Moda significa costume e provém do latim modus. É composto pó diversos estilos que podem ter sido influenciado pela cultura, de cada país. Moda é como a gente apresenta-se, para as outras pessoas. Isso inclui roupas (ternos, camisa, calça, gravata, sapatos, chapéus, meia, cinta, fivela...). È, ainda, o jeito como você usa seus óculos, corta, pinta ou penteia seus cabelos.
A moda é tudo isso e junta e se compõe em você, em cada um de nós. Ela varia de região para região, de país para país. Por exemplo, na Escócia os homens andam de saia, na África os homens andam de vestidões, no sul os gaúchos andam de bombachas e os políticos e pastores de ternos, etc.
Jesus Cristo nunca usou paletó e gravata. Era uma pessoa comum, ou seja, se vestia de modo semelhante aos demais, a ponto de Judas precisar beijá-lo para identificá-lo. Paletó e gravata não podem ser adotados como roupas de santos. Em primeiro lugar, é uma roupa utilizada em solenidade em ocasiões sociais por autoridades políticas, religiosas e pessoas da sociedade. Portanto, não se pode atribuir paletó e a gravata uma exclusividade, ou um requisito de quem é crente, pois é um traje social, de uso comum de todas as pessoas da sociedade.
Moda dos tempos de Jesus era diferente com as de hoje. Jesus usava vestidões, e nós usamos calças compridas. Ninguém consegue viver neste mundo sem estar na moda, ou seja, seu jeito de vestir. O que realmente precisamos entender é que todos acompanham a moda e a cultura da época. Entretanto, o que for extravagante, principalmente sensual, deve ser corrigido e ensinado pela Palavra de Deus sem usar o radical e o autoritarismo.
Alguns classificam o pecado de forma errada e até pensam que a modernidade é pecado e até mesmo nos usos e costumes.
A história geral de nosso mundo está dividida em: História Antiga, Medieval, Contemporânea, Moderna, e Pós-Moderna. Em cada época os homens tinham seus usos e costumes próprios. Com a evolução dos tempos chegamos à história moderna.
A Era Moderna, por exemplo, teve como característica o avanço do conhecimento humano, o advento da industrialização, a predominância da luta ideológica, a expansão da fé cristã ao redor do mundo, a proliferação das seitas e a aceitação das religiões orientais pelo ocidente.
A Era Pós-Moderna trata da atualidade, dos homens de hoje. Modernizar é tornar atual, acomodar os usos modernos. A modernização pode ser na área social e tecnológica. Tecnologia trata da área da ciência, arte, indústria, aeronáutica etc. Social é o modo de viver em sociedade. Com as novas tecnologias o homem vem se desenvolvendo e acompanhando as invenções humanas. O profeta Daniel prediz que nos últimos dias a ciência se multiplicaria (Dn 12.4).
Com o passar dos tempos; os cristãos e não cristãos tornaram-se modernos nas áreas: social, engenharia, saúde, energia, agricultura, genética, etc.
Nos tempos de Jesus e dos apóstolos os homens usavam vestidos, ceroulas, turbantes, véus, calções etc. Hoje com o aperfeiçoamento tecnológico as roupas foram sendo produzidas de acordo com o clima de cada lugar. Ex: É impossível no Pólo Norte, que tem frio intenso, usar crepe ou outros tecidos finos, com certeza morreria de frio, assim como nós brasileiros, que temos clima tropical, usarmos peles ou lãs o ano inteiro, além de inconveniente, ficaríamos doentes. Para o cristão tudo isto é bom e agradável e aprovado pelo Criador, pois é ele que dá a sabedoria para todos os seres humanos.
Usar computador, internet, celular, iPhone, carro, roupas de acordo com a estação é bom e não desagradam a Deus. A modernização tem ajudado nossos pregadores a propagar o evangelho ao mundo inteiro através dos meios de comunicação como rádio, jornal, televisão computador e internet, etc.
[....] Conforme HERMES C. Fernandes “as roupas são para o corpo. Hoje são novas, amanhã envelhecem, hoje estão na moda, amanhã serão consideradas antiquadas. Como tais, devem estar sempre bem apresentáveis, lavadas, passadas, e cheirosas. Porém, não são insubstituíveis. Como bem sinaliza Jesus, o corpo é muito mais do que as vestes. Ainda que as vestes resplandeçam com a glória do Corpo, como aconteceu na Transfiguração, não deixarão de ser apenas roupas. Mas o Corpo tem glória permanente” [Disponível: http://www.hermesfernandes.com/2010/05/estaria-igreja-em-estado-ter...].
Já ouvi pregadores dizer que o cristão não deve ser moderno, mas deve ser quadrado porque o céu é quadrado. Ora, se nós crentes da atualidade não podemos ser modernos então não podemos andar com os melhores carros e camionetas modernas e do ano, e as melhores roupas. E aqueles pastores que pregam pelo Brasil e até fora dele devem andar de ônibus e de navio e não de avião! Se não podemos ser modernos, então não podemos ter computadores e usar celular em nossas igrejas, devemos voltar ao tempo antigo e usar as máquinas de datilografia. Mas, não é isso que acontece, todos querem estar bem e tudo isso é bom e agradável. Jesus foi moderno na sua época andou com o melhor veículo: uma jumenta que ainda não tinha sido montada. Agora usar certas frases dizendo que o crente não pode ser moderno para levar a Igreja de Cristo para o farisaísmo é perigoso demais. Pois os fariseus não irão poder entrar no céu, porque lá tudo é moderno e luxuoso. As ruas são de ouro, os muros de cristais e de jaspe e a riqueza que existe lá são incalculáveis. Como um fariseu quadrado e radical poderá entrar lá?
Podemos ver que os hábitos e costumes mudaram com o passar dos tempos, acompanhando a modernidade sem sequer desagradar a Deus. A modernidade não afeta a santidade de um cristão. Pecado como já vimos é ferir a santidade de Deus. O que feriu a santidade divina na idade antiga e o que fere hoje não é a modernização, mas o pecado e suas concupiscências. Os desejos carnais como: imoralidades, sensualidades, luxúrias e avareza, transgridem a lei moral instituída por Deus (1ª Jo 2.16; Gl 5.19-21).
Para muitos, o pecado é a desobediência das tradições e costumes adotados pelas denominações (as regras que podem e que não podem ser feitas ou usadas).
O que levou Eva a pecar no Jardim do Éden, foi “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”. A Bíblia diz que: “Vendo a mulher que a árvore era boa para comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto, comeu e deu também ao seu marido” (Gn 23.6).
E no palácio do rei Davi o que fez com que o rei pecasse? A concupiscência dos olhos, a ociosidade e a concupiscência da carne (2º Samuel 11.1-5).
Quando uma pessoa está na ociosidade, que também é pecado, e deixa que os outros façam suas obrigações, passando o seu tempo a dormir e passear começa ver coisas que não devem ser vistas, a cobiçar coisas proibidas, conforme a determinação de Deus em Êxodo 20.17.
Davi era o rei da nação de Israel, já era casado, o seu exercito estava em guerra, mas ele estava dormindo e quando acordou muito despreocupado com sua responsabilidade e saiu até a sacada olhando para uma mulher casada e fez com que ela viesse à sua presença e deitou-se com ela, cometeu adultério.
O que levou Lúcifer a pecar contra Deus? Estava no paraíso, numa terra coberta de ouro e pedras preciosas e era o ser mais perfeito em sabedoria! Afirmo que foi a soberba (Ez 28.119; Is 14.11-15).
O pecado de Adão e Eva, o rei Davi e do próprio Lúcifer, e muitos outros que a Bíblia relata, não são de usos e costumes, mas da concupiscência da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida (1ª Jo 2.16). A Bíblia nunca tratou de pecado os usos e costumes. Nem Jesus e nem os apóstolos. Mas, de onde vem este monte de proibições? Dos falsos pregadores que torcem as Escrituras para sua própria condenação.
Quando não entendemos as coisas espirituais é porque ainda somos meninos. E isto aconteceu com a igreja de Corinto, quando Paulo escreve no capítulo três dizendo:
“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? (1ª Co 3.1-3).
Carnais (gr sakinois). “Humanos” – crianças na fé, imaturos e não tinham estrutura espiritual suficiente para entenderem os mistérios de Deus.
2. Tais costumes possuem nos traz santificação?
Nenhuma e, infelizmente, estimulam a hipocrisia. Exteriormente há dois tipos de crentes: os que se fantasiam de crentes para poder ir a Igreja, atendendo aos ditames da instituição; além desses, há os que também se fantasiam apenas para irem a igreja mas ao saírem dela, imediatamente tiram a fantasia e vivem como se não houvesse conduta alguma a ser obedecida.
O que é mais eficaz na vida do cristão: o ensino do texto bíblico e o cumprimento do mesmo pelo fiel ou a imposição institucional dos costumes religiosos? Indubitavelmente, somente a Palavra tem poder para transformar. As regras sociais ou normas institucionais, por melhor propósito que tenham, não têm o poder de transformar o ser humano. Infalivelmente, só a Palavra o conduz ao senhorio de Cristo.
Um dos objetivos da igreja é ensinar. Ensinar a gloriosa Palavra de Deus genuína, ensinar que o cristão precisa sim ser transformado por ela, ensinar o rebanho a crescer na graça, no conhecimento, ser liberto das corrupções deste mundo, se tornar uma nova criação em Cristo, um imitador de Cristo e certamente seria muito mais proveitoso para a fé, a fim de que o fiel produza frutos bons.
[....] No Brasil, existe diversidade de costumes, mas infelizmente quando inserido no seio da igreja como doutrina, traz divisão. As pessoas, em vez de abrirem mão daquilo que não é essencial, que não faz parte da doutrina bíblica, passam a defender seus costumes e tradições, como se fosse padrão de santidade como padrão de espiritualidade.
O Espírito de Deus não se deixa limitar por costumes. Ele age no mundo inteiro e quer nos usar. Precisamos ter a visão do reino e os padrões do reino que são: “amor, santidade, justiça”. Muitos pregadores estão com seus ministérios infrutíferos porque ainda não adquiriram a visão do reino. As pessoas passam a exigir que os outros tenham o mesmo comportamento, os mesmos costumes. E isso nós denominamos como Normose - uma doença, um câncer que coroe. Muitos crentes que adquiriram esta doença na sua caminha de fé precisam de um tratamento, e somente um estudo correto das Escrituras poderá curá-los, ou morreram raquíticos [LINHARES. Usos e costumes. P. 51-52].
Pr. Elias Ribas
Assembléia de Deus
Blumenau - SC.